Na imagem, representação de lata de refrigerante, de cor azul predominante, usada pela Clarêncio.
Marketing

O que é crossbranding e quando usá-lo?

Sabe quando grandes marcas se juntam para fazer uma campanha f0d4?
Isso é crossbranding (ou crossmarketing, ou crosspromotion, tanto faz): marcas que têm afinidade entre si, incluindo públicos parecidos e posicionamentos alinhados, se juntam para definir e executar uma estratégia de promoção conjunta.

Em 2019, Ruffles e Toddy fizeram a campanha #DáUmRT, via Twitter, um trocadilho com o popular RT (retweet) da rede do passarinho com as iniciais das empresas envolvidas:

O objetivo era aumentar o engajamento das marcas. Como estratégia, selecionaram pessoas que comentaram o tweet principal e as presentearam com o misterioso produto.


E se você parar para analisar possíveis crossbranding com a sua marca?

A estratégia é essencial para o crescimento de todos os envolvidos, afinal, é a possibilidade de juntar públicos semelhantes de empresas diferentes em um único objetivo de marketing. Como resultado, tanto você quanto a empresa que topou a parceria podem ter uma carteira maior de leads qualificados, aumentar a quantidade de vendas e a visibilidade.

E por onde começar?

Primeiro de tudo, defina as possibilidades. O que pode ser feito de interessante, que gere interesse por ter benefícios reais aos clientes?

Após, sonde o mercado, descubra quais são as empresas que podem participar dessa ação com você, quais negócios têm públicos parecidos com o seu?

Estude as melhores estratégias, veja em qual canal os públicos das duas empresas estão, meça os riscos e acertos: “estou lidando com pessoas mais ou menos digitais?”, é um bom começo para a sua estratégia.

Por fim, com o plano de ação definido, convide o parceiro para um bate-papo, mostre as vantagens e definam a verba para a promoção. Ah, aqui é um ponto interessante: a campanha costuma ter um investimento mais baixo, comparada às de marca única. Aqui, os custos são divididos por dois.

Parceiro topou. E agora?

Agora, é hora de executar: criação e produção de peças; configuração de anúncios; ver possíveis influenciadores; fazer testes A/B, conferir relatórios, otimizar campanhas…

Obviamente, é a parte mais complexa de toda a estratégia. É nesse momento que deve-se prestar atenção quanto ao englobamento do público-alvo, ficar de olho em como a campanha está caminhando e ir melhorando os pontos que se mostraram menos eficazes. É normal, a publicidade não é exata e o sucesso está diretamente ligado à equipe de marketing que está fazendo a manutenção da ação.

Campanha finalizou: existe um próximo passo?

Com certeza. O passo de analisar tudo.

Pegue o objetivo inicial definido por vocês e analisem se ele foi alcançado. Se sim, com qual margem positiva? Se não, faltou muito?

Calcular os retornos também é essencial nesse momento: CTA, CPM, CPA e todas as siglas que realmente importam para o nicho de vocês. Elas deixarão claro se o investimento feito valeu a pena, de fato.

Ainda, é o momento para gerar os relatórios que serão usados para campanhas futuras, gerando listas de leads, por exemplo.


Mas lembre-se sempre de uma coisa: comunicação e marketing não são milagres.

Técnicas devem ser aplicadas, estudos devem ser feitos e, mesmo assim, não há garantia alguma de que a ação vai ser o sucesso esperado.

Outro ponto importante é a promessa. Não há como garantir quantidade mínima de cliques, visualizações ou conversões. Pessoas não são robôs (e essa última frase define muito do que, infelizmente, a gente vê por aí), portanto, o conteúdo é essencialmente mais importante que qualquer outra etapa da campanha: as definições de verba, público e canais podem estar impecáveis, mas se o conteúdo não converte, é 99% de certeza que o resultado será um fiasco… fiasco duplo, no caso do crossbranding.

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